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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Meditação muda a forma de reagir a emoções
Meditação muda a forma de reagir a emoções
Imagens de ressonância magnética mostram que diferentes formas de meditação têm efeitos duradouros na estrutura cerebral
Pesquisa mostrou que a prática da meditação ajuda a melhorar a estabilidade emocional e a resposta ao stress (Thinkstock)
CONHEÇA A PESQUISADiversos estudos anteriores mostraram que a prática da meditação diminuía a ativação da amígdala – uma área cerebral conhecida por seu papel na regulação das emoções. Essas pesquisas, no entanto, só haviam sido feitas com voluntários durante o estado meditativo. O novo estudo é o primeiro a medir se a prática pode produzir uma redução duradoura na resposta da amígdala aos estímulos emocionais.
Título original: Effects of mindful-attention and compassion meditation training on amygdala response to emotional stimuli in an ordinary, non-meditative state
Onde foi divulgada: Revista Frontiers in Human Neuroscience
Quem fez: Gaëlle Desbordes, Lobsang T. Negi, B. Alan Wallace e Charles L. Raison
Instituição: Universidade de Boston, nos EUA
Dados de amostragem: 36 voluntários que participaram de três tipos de cursos: aulas sobre saúde, treinamento em meditação de atenção plena e treinamento em meditação compassiva
Resultado: Aqueles que tiveram treinamento em meditação mostraram ter maior estabilidade emocional em resposta a imagens emotivas
Os participantes foram recrutados entre os voluntários de uma pesquisa maior realizada pela Universidade de Emory, nos Estados Unidos, que havia angariado adultos saudáveis para participar de cursos de oito semanas em dois tipos de meditação. A primeira foi a meditação de atenção plena, o tipo mais estudado, focado em desenvolver a consciência da respiração, pensamentos e emoções. A segunda, e menos conhecida, foi a meditação compassiva, que inclui métodos destinados a desenvolver a bondade e a compaixão por si mesmo e pelos outros. Um terceiro grupo de voluntários participou de cursos de saúde pelo mesmo período de oito semanas.
A pesquisa da Universidade de Boston recrutou 12 participantes de cada um dos três grupos, e realizou exames de ressonância magnética em seu cérebro três semanas antes de começarem os cursos e três semanas depois de terminarem. Os exames foram realizados enquanto os voluntários viam uma série de 216 fotografias de pessoas passando por situações com conteúdo emocional positivo, negativo ou neutro.
Atenção e compaixão – As imagens de ressonância magnética do grupo que praticava a meditação de atenção plena mostraram uma queda na atividade da amígdala direita em resposta a todas as fotografias. Já as imagens do grupo que praticava a meditação compassiva só mostraram uma queda na reação às fotografias positivas e neutras. Na verdade, entre os participantes que praticavam esse tipo de meditação com mais regularidade, a resposta da amígdala às imagens negativas aumentou.
Gaëlle Desbordes, Martinos Center for Biomedical Imaging, Mass. General Hospital
Imagens de ressonância magnética mostraram uma menor atividade da amígdala direita após a meditação, o que indica maior estabilidade emocional
Quanto à resposta cerebral diferente entre os dois grupos de praticantes da meditação, os pesquisadores explicam que isso se deve ao fato de eles treinarem aspectos diferentes da mente. "A meditação compassiva foi desenvolvida para aumentar os sentimentos de compaixão, então faz sentido que ela aumente as respostas da amígdala à visão de pessoas sofrendo. O aumento da atividade da amígdala também esteve relacionado com índices menores de depressão, mostrando que o fato de ter mais compaixão pelos outros também pode ser benéfico para si mesmo."
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Prática da ioga traz benefícios afetivos e cognitivos, aponta estudo brasileiro
Prática da ioga traz benefícios afetivos e cognitivos, aponta estudo brasileiro
Para quem pratica ioga, memória de longo prazo melhorou 20% e houve redução do estresse
15 de abril de 2012
Alexandre Gonçalves, Mariana Lenharo, Jornal da
Tarde - O Estado de S.Paulo
O trabalho, conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), preenche uma lacuna nos estudos sobre o impacto neuropsicológico da ioga. A maioria carece de controles adequados que garantam o rigor ou a aplicação universal dos resultados (mais informações nesta página).
Diferentemente do que ocorreu nas outras pesquisas, desta vez os pesquisadores escolheram voluntários saudáveis que não praticavam ioga. Eles foram recrutados no Batalhão Visconde de Taunay, do Exército, em Natal (RN).
Os cientistas conseguiram autorização do coronel Odilon Mazzine Junior para realizar uma atividade atípica para o grupo de 17 soldados que participaram do estudo: ao longo de um semestre, eles praticaram uma hora de ioga, duas vezes por semana.
Outros 19 militares não participavam das aulas e serviram como grupo de controle. Isso é importante para que os resultados do grupo que praticou ioga possam ser comparados.
A coordenadora do estudo Regina Helena da Silva, do programa de Pós-graduação em Psicobiologia do Centro de Biociências da UFRN, pratica ioga há cerca de uma década, mas nunca tinha colocado o exercício sob a lente da psicobiologia, sua área de pesquisa.
Animou-se, no entanto, quando o biólogo Kliger Kissinger Fernandes Rocha pediu que ela o orientasse no doutorado do programa. Rocha é professor de ioga e reconhecia as limitações dos estudos sobre o tema. Por isso, sugeriu abordá-lo em uma tese. O trabalho, publicado na revista científica Consciousness and Cognition, é fruto desse interesse.
Os militares foram avaliados no início e no fim do estudo. Foram aplicados testes de memória e formulários para averiguar o nível de estresse e outras condições psicológicas, bem como testes fisiológicos.
"Notamos uma melhora de 20% na memória de longo prazo nos militares que praticaram ioga", afirma Rocha. "É um porcentual que indica um considerável ganho cognitivo."
Ele recorda que também houve uma diminuição no nível de estresse. "O cortisol (hormônio associado ao problema) presente na saliva diminuiu 50% no grupo da ioga", recorda o pesquisador, que aos 14 anos recebeu indicação médica para praticar ioga com a finalidade de atenuar as raízes psicológicas de uma gastrite nervosa.
Como não houve alterações significativas no grupo de controle, os pesquisadores descartam a atribuição da melhora aos exercícios físicos. Isso porque o grupo de controle realizava até mais exercícios do que o que se dedicou à pratica da ioga.
Mistério. Os cientistas afirmam que os mecanismos neurofisiológicos responsáveis pela melhora cognitiva e afetiva ainda são desconhecidos.
"Trabalhamos com a hipótese de que a meditação na ioga melhora a capacidade de concentração", explica Regina. "Contudo, a diminuição do estresse também poderia explicar a melhora dos resultados nos testes que avaliaram a memória."
domingo, 11 de novembro de 2012
Meditação ajuda adolescentes de grupo de risco a se manterem saudáveis
Meditação ajuda adolescentes de grupo de risco a se manterem saudáveis
Postado por: Arshdeep Sarao data de publicação: novembro 07, 2012 Em: Ciência & Tecnologia| comentário : 0
A prática de meditação pode diminuir o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares em adolescentes com propensão a isso. (Minghui.org)
A meditação regular a partir da idade jovem pode reduzir significativamente o risco de doenças cardiovasculares, porque reduz o esforço do coração.
Uma equipe de pesquisadores norte-americanos estudou 62 adolescentes americanos de ascendência africana, que tinham pressão alta. A equipe descobriu que os que meditaram duas vezes por dia tinham menor massa ventricular esquerda e isso é uma indicação de maior predisposição para doenças cardiovasculares.
“O aumento da massa do ventrículo esquerdo do músculo cardíaco resulta de uma sobrecarga de trabalho de um coração com maior pressão arterial”, disse Dr. Vernon A. Barnes da Universidade ‘Georgia Health Sciences’ em um comunicado de imprensa.
“Alguns desses adolescentes com mais massa ventricular esquerda, que resulta de uma pressão arterial mais elevada, estão propensos a mantê-la na idade adulta.”
Para verificar os efeitos da meditação, a equipe dividiu aleatoreamente 62 adolescentes em dois grupos e estabeleceu uma atividade específica para cada grupo durante quatro meses.
Trinta dos adolescentes realizaram diariamente 15 minutos de meditação em sala de aula e 15 minutos em casa. Enquanto isso, os 32 adolescentes do grupo de controle não praticaram meditação, mas foram orientados sobre como proceder para manter a pressão arterial dentro de uma faixa de normalidade que reduz o risco de doenças cardíacas. O mesmo instrutor trabalhou com ambos os grupos.
Exames de ecocardiograma mostraram que a massa do ventrículo esquerdo do grupo de adolescentes que meditou diminui. Os alunos desse grupo também mostraram melhorias comportamentais de acordo com seus registros escolares.
De acordo com Dr. Barnes, a meditação proporciona um período de ‘descanso profundo’, que diminui a atividade do sistema nervoso simpático e a liberação de hormônios do estresse. “Como resultado, a vasculatura relaxa, a pressão arterial diminui e o coração trabalha menos.”
Num artigo, esses pesquisadores explicaram que outras pesquisas mostraram como, no longo prazo, a meditação reduz efetivamente a pressão arterial de quem a pratica e tem efeito positivo sobre fatores que geram estresse psicossocial, como a raiva, hostilidade e depressão.
“As estatísticas indicaram que um em cada 10 jovens negros tem pressão alta”, disse Barnes. “Se praticado por longo período, a meditação pode reduzir o risco de desenvolvimento de doença cardiovascular, além de outros benefícios à saúde.”
Esse é o primeiro estudo que demonstrou que a meditação pode reduzir a massa ventricular esquerda. A equipe espera que isso possa alavancar o uso da meditação para prevenir e tratar doenças cardiovasculares.
Os resultados da pesquisa foram publicados no jornal online ‘Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine’
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