quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

A importância da meditação

Aos poucos, a prática da meditação tem sido mais divulgada, conhecida e aceita. Apesar de fazer parte da humanidade há séculos, ainda hoje encontramos muitas pessoas que por falta de informação deixam de se beneficiar desta técnica milenar. Não podemos negar que o mundo hoje invade nosso cotidiano e até mesmo nossos momentos de descanso e prazer com pressões que se acumulam, tumultuando nossa mente, tornando assim cada vez mais difícil nos voltarmos para dentro de nós mesmos e visualizar a causa de nossas angústias.

Todos sabemos que as respostas para a maioria de nossas perguntas estão dentro de nós, mas as pessoas insistem em buscar as respostas fora, demorando cada vez mais para se encontrarem. E a meditação é um dos caminhos para esse encontro com nós mesmos. A prática da meditação nos ajuda a limpar a mente, amplia a capacidade de lembrança, e acima de tudo, proporciona prodigiosos insights que podem ajudar a resolver os problemas. É como se alguém fizesse aparecer a ideia dentro de você - o que chamamos de insight. E tudo começa fechando os olhos, relaxando os músculos, tranquilizando a respiração. Tão simples e tão poderoso! E algumas pessoas, infelizmente, alegam que não meditam por falta de tempo, mas se precisam ir ao médico, conseguem um tempinho, depois mais um tempinho para irem até a farmácia comprar remédios, que quase sempre são paliativos, quando possuem um recurso poderoso, que só dependem delas e ainda assim, vão tão longe. Mas isso nos faz refletir o quanto essa questão está totalmente relacionada com a falta de confiança em si mesmo. Como acreditar que pode se curar se não acredita em sua capacidade para conseguir coisas menores? É preciso refletir sobre essa questão.

Uma nova área na pesquisa médica, denominada psiconeuroimunologia - a integração da mente com o sistema imunológico, tem obtido muitas curas. O relaxamento, visualização e meditação podem, com segurança e eficácia, ser utilizados para eliminar estresse, tensão, medos e fobias. Muitas doenças cardiovasculares são agravadas pelo estresse, pelo medo, pela exaustão - a necessidade de competir, de produzir mais e mais, de perseguir o sucesso, quase como condicionamentos persecutórios. A redução do estresse é um fator importante para a prevenção de doenças e a meditação pode reduzir o nível de estresse. Na meditação, é como se cada expiração expulsasse do corpo a tensão e os elementos nocivos, e a pessoa se deixa levar pela luz, que passa a envolver seu corpo, curando tudo, afastando a doença, fortalecendo.

Reserve, se possível, todos os dias, dez, vinte minutos para meditação, à medida que persistir essa prática se tornará cada vez mais fácil. O importante é manter a regularidade para atingir níveis cada vez mais profundos de relaxamento. A meditação exercida com regularidade é um meio precioso para a recuperação e manutenção da saúde. Jung utilizou método semelhante com o nome de Imaginação Ativa desde 1916. A vantagem deste método é o de trazer à luz uma grande quantidade de conteúdos inconscientes. O objetivo do método é em primeiro lugar terapêutico. Nessa técnica a pessoa não fica passiva, pelo contrário, há uma sequência de imagens e lembranças, geradas pela concentração intencional. Mediante a participação ativa é possível mergulhar nos processos inconscientes e, abandonando-se a eles, consegue dominá-los e identificar as causas de muitos conflitos. Essa técnica é indicada para ser feita juntamente com um profissional. Mas há muitas técnicas simples que podem ser feitas em casa, e muitos livros que explicam a técnica e trazem junto um CD, onde basta ouvir e relaxar.

Através da meditação vivenciamos uma beleza interior que nos faz repensar tudo o que nos rodeia e a nós mesmos. Um momento de graça de luz, de elevação. Ao utilizar e direcionar nossas energias para a purificação de nosso corpo e de nossa mente, descobrimos o desenvolvimento de nossa espiritualidade. Um momento todo nosso, todo seu!

A meditação desenvolve uma progressiva capacidade de concentração e focalização. Sim, a meditação exige prática, paciência. Mas o próprio ato de meditar gera cada vez mais paciência, o que importa é que você está indo ao encontro da parte mais bonita, acolhedora e produtiva de você mesmo - a sua porção feita de luz! Somos, sim, seres luminosos e iluminados. Quanto mais profundamente a prática de meditação nos leva, mais nos distanciamos do plano das aparências e das tensões, mas nos envolvemos com a capacidade de amar, compreender que essa visão da vida e do mundo está dentro de nós. Ao descobrir que possuímos esse dom tão precioso, repleto de beleza, nos sentimos seres dignos de ser amados e de alcançar a felicidade. 

Há formas básicas de meditação que você pode experimentar agora, sem depender de outra pessoa. Sente-se em posição e cadeira confortáveis, numa sala ou quarto calmo e silencioso. Cuide para não ser perturbado nem interrompido durante pelo menos quinze minutos. É melhor que seus pés fiquem no chão e, suas mãos, bem relaxadas sobre o colo. Se preferir, também pode fazer deitado. Feche com suavidade os olhos e relaxe por completo. Comece com 3 respirações profundas, que ajuda a soltar a tensão. Aos poucos vá relaxando cada parte do corpo, começando pelos pés, subindo devagar até chegar a cabeça. Respire profundamente pelo nariz, concentrando-se até que sua respiração se torne suave e regular. Se começar a divagar, traga sua atenção de volta para a respiração. Imagine uma luz azul, violeta, envolvendo todo seu corpo. E durante todo o processo não fuja do centro de você mesmo, da sua verdade pessoal, daquilo que você realmente é no mais profundo do seu ser. A prática da meditação leva as pessoas ao encontro do seu "eu" mais poderoso e essencial. Nossa tarefa no plano físico é aprender. Aprender no sentido mais amplo, mais ilimitado: aprender a amar. Amar aos outros e a nós mesmos. Esse é o reconhecimento que nos torna simplesmente divinos!

Fonte: Somos Todos Um

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Programa de Meditação e Redução de Estresse (PMRE)

O PROGRAMA DE MEDITAÇÃO E REDUÇÃO DE ESTRESSE começa na próxima segunda-feira, dia 3. Informações e inscrições pelo telefone: (17) 3223.3757.


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Meditar reduz o estresse e afasta doenças

Meditar está deixando de ser uma prática restrita à turma "zen" para se tornar uma opção para quem quer viver mais e melhor. Até executivos têm buscado a prática para ganhar produtividade.
Há alguns anos, o National Institutes of Health (NIH), agência dos Estados Unidos responsável por pesquisas médicas, reconheceu formalmente a meditação como terapêutica que pode ser associada à medicina convencional. Aqui, o Ministério da Saúde foi pelo mesmo caminho e passou a incentivar postos de saúde e hospitais públicos a oferecer a técnica em todo o país.
Uma das maiores vantagens da atividade é promover o relaxamento físico, mental, emocional e metabólico. Durante a sessão, o organismo consome 17% menos oxigênio, o ritmo cardíaco diminui e as ondas cerebrais alcançam uma frequência lenta e benéfica. Isso significa que o organismo entra em um estado de repouso, baixando a ansiedade e favorecendo o sistema nervoso.

Mais meditação, menos consultas
O cardiologista americano Herbert Benson, pesquisador e fundador-presidente do Instituto Mente/Corpo da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard (EUA), afirma que 60% das consultas médicas poderiam ser evitadas se as pessoas apenas usassem a mente para combater as tensões causadoras de complicações físicas.
"Relaxando a cabeça e trabalhando melhor a oxigenação do cérebro, tudo melhora", afirma Ken O'Donnel, australiano radicado no Brasil, diretor para a América do Sul da Brahma Kumaris (organização não-governamental com sede na Índia) e escritor de 15 livros.

A meditação também promove paz interior e abre os canais para que o indivíduo encontre o que há de mais profundo nele próprio, levando ao autoconhecimento. No livro "Transformando a Mente", o líder espiritual Dalai Lama explica que a prática nos permite ter algum controle sobre pensamentos e emoções. Em vez de ficar correndo atrás disso ou daquilo sem concentrar a atenção, alcançamos a capacidade de voltar a mente para um objeto determinado e focamos nele, de acordo com nossa vontade.
Várias correntes
Basicamente, conta O'Donnel, há três correntes de meditação: a primeira, como a zen, busca esvaziar a cabeça usando exercícios de respiração e outras técnicas para reduzir a atividade mental a zero; a segunda, que inclui a transcendental, ocupa a mente com sons repetidos, imagens ou visualizações; o último grupo, que abarca a "raja" ioga, treina o cérebro para funcionar de maneira mais ordenada e positiva.
"De maneira geral, as três linhas englobam todas as formas que hoje estão aí. A mente é como um campo de futebol: as duas primeiras reduzem ao máximo a atividade neste campo, desestimulando pensamentos, sentimentos, sensações e lembranças; a terceira não objetiva esvaziar ou substituir, mas tornar a compreensão parte do funcionamento normal do cérebro."
Antes de optar por esta ou aquela corrente, é importante saber o que se busca e, claro, dedicar-se à prática de maneira regular. Isso significa pelo menos duas sessões diárias, de 15 a 20 minutos. Vale lembrar que a transcedental não tem cunho religioso ou espiritual. Basta se sentar (e não precisa ser nem em posição de lótus) e meditar. 
Nas diferentes academias de meditação e ioga, você vai encontrar alguns tipos com nomes como Dinâmica, Kundalini, Mandala, Vipassana - vale experimentar para ver qual tem mais a ver com você. 
Mente clara, menos estresse

"A meditação tem como objetivo o estado de união com algo maior", acredita Paulo Sérgio Oliveirah, pós-graduado em Psicologia Transpessoal, consultor e psicoterapeuta, professor de "hatha", "raja" ioga e iogaterapia.

Para Ken O'Donnel, aprendemos a pensar menos e melhor com a prática. "A mente aberta passa a ter intuições com mais frequência. O poder de concentração e de compreensão igualmente aumentam, e a vida flui naturalmente. Na hora das decisões importantes, há clareza sobre o que fazer. Os relacionamentos são beneficiados; não se despeja muita expectativa e cobrança sobre o outro. A despreocupação – não o descuido – cresce junto com a autoconfiança. Tudo isso traz bem-estar e qualidade de vida."
O'Donnel diz que são quatro os níveis de estresse: no primeiro, há uma ansiedade leve, e muitos o consideram algo saudável, pois torna a pessoa motivada (para, por exemplo, correr atrás de uma promoção no trabalho); no segundo, o nervosismo é contínuo e há queixas de sobrecarga e angústia frequentes; no terceiro, o estresse crônico traz resultados negativos e explícitos, como irritabilidade e manifestações somáticas (dor de cabeça relacionada à tensão); já no quarto nível, o indivíduo se sente exausto o tempo todo, tanto física como emocionalmente, perdendo o sentido de autorrealização e ganhando sintomas graves que requerem ajuda médica.
"A meditação ameniza o estresse em todos os patamares por dois motivos: cria mais resistência e resiliência, especialmente em situações adversas e diante de pessoas com personalidades difíceis; e auxilia na compreensão do que está acontecendo à volta, reduzindo o peso das situações", analisa O'Donnel.
Fonte: UOL

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Especialista dá curso que ensina administrar o estresse

No próximo dia 27 será realizada uma palestra gratuita sobre os benefícios da meditação. O evento será das 20h às 21h30 e será ministrado por Salvador Hernandes, Coach especializado em Medicina Comportamental e instrutor de yoga e meditação. O objetivo da palestra é esclarecer os benefícios da meditação para o corpo e como a técnica pode ajudar a reduzir o estresse da vida diária.

A palestra dá início ao Programa de Meditação e Redução de Estresse (PMRE). Com duração de 10 semanas, o curso ensina técnicas de meditação e traça um paralelo entre sua prática e a melhora na qualidade de vida. As aulas serão realizadas às segundas-feiras, de 3 de fevereiro a 14 de abril, das 20h às 21h30.

A palestra e o curso serão realizados no espaço Om Shanti, localizado na rua 19 de Julho, 55 – Vila Aurora, próximo do Colégio Santo André. As vagas são limitadas e o interessado na palestra deve trazer 1 quilo de alimento. As inscrições são limitadas e devem ser feitas antecipadamente pelos telefones: (17) 3223.3757 ou 99701.1202.

Serviço
Palestra gratuita: dia 27 de janeiro, às 20h
Entrada: 1kg de alimento não perecível
Programa de Meditação e Redução de Estresse: começa dia 3 de fevereiro (duração de 10 semanas)
Espaço Om Shanti – Rua 19 de Julho, 55 – Vila Aurora – próximo ao Colégio Santo André
Informações pelos telefones (17) 3223.3757 e 99701.1202.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Meditação da expansão

Procure uma posição de conforto para permanecer em atitude relaxada, entendendo que o relaxamento não é algo que eu possa ou deva fazer. Posso fazer coisas desde o relaxamento, mas o relaxamento não é fazer coisas, nem deixar de fazer.

Observo então que o corpo assume naturalmente a posição vertical, sem esforço, e permanece descontraído na firmeza natural do āsana. Vejo que essa mesma atitude se estende à tranquilidade no meu coração e aos conteúdos da paisagem mental. Por um momento paro e observo a quietude do corpo e da mente.

Logo, permito que a respiração flua sem nenhuma interferência; sem esforço, sem nenhum tipo de comando ou esforço da mente. Ao mesmo tempo, percebo o respirar e permito que a atenção se centre na expansão e no recolhimento da respiração natural. Consciência total na respiração; consciência total na fluidez da expansão e o recolhimento do prāṇa, a força vital.

Assim, passo para a prática chamada viśvarūpa dhyāna, antiga meditação que e aparece na Taittirīya Upaniṣad. Nesta contemplação, mantendo os olhos fechados, observo meu corpomente dentro do espaço desta sala. Logo, visualizo a sala na cidade: tomo consciência da dimensão da sala em relação ao tamanho da cidade. E também tomo consciência da dimensão do meu corpo em relação ao tamanho da cidade.

Tomo consciência do tamanho da cidade em relação ao país, tomo consciência do tamanho do país em relação ao continente. Observando desde o corpomente, percebo a dimensão do continente, com todas as montanhas, os rios, as planícies, contendo tudo o que o ser humano fez ao longo da história e tudo aquilo que é objeto criado pela natureza.

Tomo consciência dos dois lados do continente, banhado pelos dois oceanos que são muito maiores que a própria terra. Visualizo agora o planeta inteiro, abrangendo os outros continentes e o terceiro oceano, que não banha esta terra onde estou agora. E lembro que as águas dos três oceanos se misturam, são em verdade uma só. Observo.

Lembro que este planeta é pequeno em relação ao sistema solar. Também penso que o sistema solar, com todos seus planetas, asteróides e estrelas, é imenso em relação ao meu corpomente, e ao mesmo tempo muito pequeno se comparado ao tamanho da Via Láctea.

E que esta galáxia onde está meu planeta, por sua vez, é infinitesimalmente pequena em relação ao conjunto das galáxias vizinhas que, por sua vez, somadas, são insignificantes diante do tamanho do universo inteiro. Então agora olho de volta para o meu corpo na sala, tomando consciência da dimensão da criação total, do universo inteiro. Quiçá com algum direito, possa surgir em mim um sentimento de insignificância.

Porém, ao perceber a dimensão real do universo, vejo quão pequenos são os meus problemas, quão pequenas são as coisas que ocupam meu pensamento no cotidiano. Isso, por sua vez, me ajuda a relativizar esses problemas e enxergá-los apenas como o que são: situações tópicas inerentes aos papéis que represento na vida.

Lembro que viśvarūpa, o nome que se dá a essa prática, significa a forma da própria totalidade, a forma do todo. Todas as formas, portanto, estão incluídas na forma única que é o Todo. Cada forma, existe perfeitamente integrada no ambiente com as formas contíguas: o átomo integrado na molécula a molécula na célula, a célula no tecido, o tecido no órgão, o órgão no organismo, o organismo no ambiente, o ambiente no Todo.

E esta consciência que sou, observa, apreciando esse Todo e cada componente dele. Recordo que essa inteligência ativa, chamada Īśvara, está presente em tudo e todos. Observo desde a perspectiva da individualidade que sou, na forma dessa consciência que observa, que não está separada e que não é diferente desse Todo.

Assim, olho para as coisas do meu cotidiano agora, aquelas pequenas coisas que preenchem o meu dia a dia, minhas preocupações, minhas obrigações, e penso: qual é o tamanho dessas situações que vivo, comparadas com o tamanho do universo?

Quando compreendo que sou a consciência que já estava desde antes da mente e do desejo, que permanece durante e que fica depois, que estava desde antes do corpo, que está no corpo agora, e que permanece depois, que estava antes do prāṇa, que está na vitalidade agora, e que fica depois, aquilo que chamo de minhas preocupações se reduz até a insignificância.

Assim, relativizo as coisas do ego, permaneço em paz, e posso estender essa atitude relaxada e focada para todas as experiências para todos os momentos dentro dessa vida que eu tenho agora.

Oṁ śāntiḥ śāntiḥ śāntiḥ. Que haja paz em cada um, que haja paz no ambiente, que haja paz entre nós.

Fonte: http://www.yoga.pro.br